...principezinho...

Se ficavas eu partia na minha vassoura mágica. Punha-me no céu num instante, coisa de minutos. Tu olhavas para mim e via um gesto lá do alto que me parecia a tua mão a ondular para a esquerda e para a direita como a dizer que os caminhos são em todas as direcções. Tu fazias adeus e eu dizia até logo. Ia viajar, sonhar-me, como diz o Mia Couto e partir para uma nova dimensão. Queria sentir o vento na cara enquanto subia mais e mais alto. Aquele mesmo vento que nos diz para ir em frente que a vida é sempre a avançar em passos de gigante alternados com passos cautelosos de criança.
Via ruas e via caminhos. Sabia segredos que levava comigo. Eram promessas fechadas e seladas a cadeados dourados cor daquela matéria de que se faz a cumplicidade. Via-te cada vez mais pequeno até que eras apenas um ponto pouco maior que os meus sinais que tenho na cara. Nada mais que um simples ponto. Final ou de interrogação, não sabia bem escolher.
E eras tu e era eu, já dizia a música dos Toranja que levava nos ouvidos, como parte integrante de qualquer viagem. Há sempre uma música que adormece connosco e que acorda dentro dos nossos ouvidos.
Falavam em quebrar e em sermos dois. Ouvia-se o preto e branco. E eras tu e era eu.
Nada disso.
Voava. Eu voava. Eu voava. Eu voava. Com o vento a soprar nos meus cabelos de prata.
Via ruas e via caminhos. Sabia segredos que levava comigo. Eram promessas fechadas e seladas a cadeados dourados cor daquela matéria de que se faz a cumplicidade. Via-te cada vez mais pequeno até que eras apenas um ponto pouco maior que os meus sinais que tenho na cara. Nada mais que um simples ponto. Final ou de interrogação, não sabia bem escolher.
E eras tu e era eu, já dizia a música dos Toranja que levava nos ouvidos, como parte integrante de qualquer viagem. Há sempre uma música que adormece connosco e que acorda dentro dos nossos ouvidos.
Falavam em quebrar e em sermos dois. Ouvia-se o preto e branco. E eras tu e era eu.
Nada disso.
Voava. Eu voava. Eu voava. Eu voava. Com o vento a soprar nos meus cabelos de prata.

8 Comments:
tens sempre aqui textos excelentes, sarita!
=)
Mais uma nova postagem e nem avisa o pessoal :(
Bem eu realmente qualquer dia deixo de comentar porque digo sempre a mesma coisa!!(boring!)
Colocas-te como sempre o tom de magia normal que existe em ti e a originalidade das coisas e a junção das várias visulaizações que te sobem à cabeça...
Mais um brilhante texto...para adicionar à tua panóplia de maravilhas...
Beijão enorme deste teu leitor atento e fiel*
ai fofinha, voa, voa!! gosto de ti qdo voas, sabes? eu gosto de ti sempre, mas pronto... ihihih mas gosto de ti especialmente qdo voas, ficas mais bonita e (ainda) mais solta... pois gosto mto qdo tás feliz, e isso ve-se pelo teu sorriso qdo tb tu sentes q estás a voar :)
beijitos para a mia primita benfiquista :P
Gostei muito deste texto Sara, como gosto de quase tudo o que escreves. Mágico :-)
Beijos***
ai amora q coisa mais giraaa.
Imaginei-te bruxa a voar na tua vassoura, mas notei algo diferente, do normal de todas as bruxas, n tinhas um nariz gigante nem verrugas, pelo contrario, eras linda, alias, és linda hihihi.
Tb eu me vejo a dizer-te adeus muitas vezes, mas gostava de dizer mutas vezes mais, pk um adeu vem depois de um encontro...
bem, beijinhos à pirata de amora :)
Tu tens um universo de palavras, de imagens, de sensações tão mágico, tão teu!
Já não te comentava há tanto tempo, mas como sempre fizeste-me sorrir:)
Espero que esses segredos que levas contigo, sejam os segredos da tua felicidade, dos teus sorrisos maravilhosos, e que nunca contes esses segredos a ninguém, porque os teus sorrisos são únicos!
Beijos, beijos
e vais voar sempre amiga pk tu foste feita para voar!!
mas de vez em qd volta e leva-me ctg na tua vassoura p eu saber o k é sentir a brisa no rosto!!
beijo do tamnaho do mundo
ahh eu tb gosto de bruxas >:p
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